Pedro
(1Pt 2,11-4,11) o autor dá as indicações e as exortações para a vida cristã exemplar nas várias situações:
2,11-17: deveres para com os que não crêem e para com as autoridades;
2,18-25: deveres dos que prestam serviços aos outros;
3, 1-7: deveres dos casados;
3, 8-12: o amor fraterno;
3,13-22: praticar o bem; imitar a longanimidade de Cristo;
4,1-6: morrer para o pecado e vida no Espírito;
4,7-11: o amor recíproco.
Tiago
1,27: os verdadeiros valores da vida não estão nas riquezas transitórias, mas sobretudo no saber repartir os próprios bens com os pobres e necessitados.
A carta de Tiago nos mostra um cristianismo muito concreto e prático. A fé deve realizar-se na vida, sobretudo no amor do próximo e particularmente no empenho para com os pobres.
05/05/2007
A Palavra escolhida
A palavra que escolhi da Primeira carta de São Pedro e da carta de São Tiago é a palavra FÉ.
Em 1 Ped, a palavra Fé aparece 9 vezes: 1,5; 1,7; 1, 9; 1, 21; 1,22; 2,17; 3,1; 3,1; 3,16; 5,9. Na carta de SãoTiago, esta palavra aparece 13 vezes: 1,3; 1,6; 2,1; 2,5; 2,14; 2,17; 2,18; 2,20; 2,21; 2,22; 2,23; 2,26; 5,15.
Vida
Pedro:
(I Pedro 3,2)
"ao observarem vossa vida casta e reservada".
Na vivência cristã.
(I Pedro 3,7)
"Do mesmo modo vós, ó maridos, comportai-vos sabiamente no vosso convívio com as vossas mulheres, pois são de um sexo mais fraco. Porquanto elas são herdeiras, com o mesmo direito que vós outros, da graça que dá a vida. Tratai-as com todo respeito para que nada se oponha às vossas orações."
Vida que vem da graça de Deus.
(I Pedro 3,10)
"Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras;"
A vida do homem na sua existência.
Tiago:
(Tiago 1,12)
"Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam".
Vida como plenitude.
(Tiago 3,6)
"Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida."
A vida do homem na sua existência, condicionada pelo seu comportamento moral.
(Tiago 4,14)
"E, entretanto, não sabeis o que acontecerá amanhã! Pois que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um instante e depois se desvanece."
A vida do homem na sua existência, na constatação de que a vida do homem é um nada de tempo.
(I Pedro 3,2)
"ao observarem vossa vida casta e reservada".
Na vivência cristã.
(I Pedro 3,7)
"Do mesmo modo vós, ó maridos, comportai-vos sabiamente no vosso convívio com as vossas mulheres, pois são de um sexo mais fraco. Porquanto elas são herdeiras, com o mesmo direito que vós outros, da graça que dá a vida. Tratai-as com todo respeito para que nada se oponha às vossas orações."
Vida que vem da graça de Deus.
(I Pedro 3,10)
"Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras;"
A vida do homem na sua existência.
Tiago:
(Tiago 1,12)
"Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam".
Vida como plenitude.
(Tiago 3,6)
"Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida."
A vida do homem na sua existência, condicionada pelo seu comportamento moral.
(Tiago 4,14)
"E, entretanto, não sabeis o que acontecerá amanhã! Pois que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um instante e depois se desvanece."
A vida do homem na sua existência, na constatação de que a vida do homem é um nada de tempo.
04/05/2007
Eunuco implica exclusão?
Será que aqueles que os excluídos do Senhor têm lugar nesta nova assembleia que Cristo veio trazer? Segundo a lei «nem o castrado nem o que for mutilado sexualmente serão admitidos na assembleia do Senhor.», mas com este relato tudo ganha uma nova cor. Podemos dizer que este relato já está preanunciado noutros relatos do Antigo Testamento que indicam o louvor e culto do Deus de Jacob pelos povos estrangeiros, sendo a Etiópia um deles. «Naquele tempo, esse povo esbelto de pele bronzeada, esse povo poderoso e longínquo, essa nação temida que espezinha os inimigos, cuja terra é sulcada pelos canais, há-de trazer os seus dons ao Senhor do universo, ao lugar onde está o seu nome, no monte de Sião» (Is 18,7). Neste excerto encontramos dois pormenores interessantes: os da pele bronzeada que vem corroborar o penúltimo post que escrevi; e o segundo será a oferta dos seus dons, ou seja, o culto ao Senhor do Universo oferecendo presentes. Do livro de Sofonias encontramos esta citação: «do outro lado dos rios da Etiópia, os meus adoradores dispersos virão trazer-me ofertas.» (Sf 3,10), mostrando mais uma vez as ofertas trazidas pelos adoradores, não de Jerusalém mas sim da Etiópia. «Do Egipto chegarão ricos presentes e a Etiópia estenderá, veloz, as mãos para Deus» (Sl 68,32). Incluirei Raab e Babilónia na lista dos que me conhecem; a Filisteia, Tiro e a Etiópia, uns e outros ali nasceram. Mas de Sião há-de dizer-se: «Todos lá nasceram; o próprio Altíssimo a fortaleceu.» O Senhor escreverá no registo dos povos, anotando: «Este nasceu em Sião.» E eles dirão, cantando e dançando: «A minha única fonte está em ti.»(Sl 87,4-7). Portanto, estas citações são como que profecias do episódio deste eunuco, ministro da Rainha Candace da Etiópia, que traz presentes e tesouros para oferecer a Deus em Jerusalém. Atrever-me-ia a dizer que este relato dos Actos completa e inaugura algo de novo. Completa estas profecias, mas nas profecias não nos são apresentados os oferentes que segundo a lei não podiam ser castrados. Mas o texto de Actos vem cumprir essas profecias quebrando, mais uma vez, as fronteiras da lei, colocando um etíope e para não bastar, um eunuco. Daqui retiro que em Cristo todos sem excepção são chamados à conversão, ao Baptismo. Podemos dizer que a missão Ad Gentes de Paulo e dos outros discipulos já aqui se encontra iniciada.
Para partilhar com todos uma belíssima pintura da vida de Cristo
HAL9000, um grupo italiano especializado em restauro e preservação de obras de arte, colocou na Net uma gigantesca imagem de 8,6gigapixels de um fresco italiano de 1513, existente na Igreja de Santa Maria delleGrazie, em Varalli Sesia, na Itália, da autoria de Gaudenzio Ferrarri, um dos grandes mestres do Renascimento. O grupo afirma ser a maior fotografia dealta resolução do mundo. O resultado final é surpreendente. A possibilidade de ampliar a imagem até ao mínimo pormenor, leva o visitante a conhecer a obra de arte com um detalhe que, de outra forma, seria impossível. O Requiem de Mozart que acompanha a visualização da imagem torna a experiência ainda mais atraente.http://haltadefinizione.deagostini.it/<http://haltadefinizione.deagostini.it/>
03/05/2007
Negociante de púrpura: Lídia (Act 16, 11-15)
Filipos, cidade principal da Macedônia, e também colónia romana, será o lugar de encontro com a vida nova do Cristo ressuscitado, de Lidia -vendedora de púrpura- e de toda a sua família. com ela começarei o meu percurso para ver qual é o lugar que ela ocupa na composição dos Actos dos Apóstolos. Através do relato dos Actos, sabe-se que em Filipos não havia sinagoga, reuniam-se perto do rio, fora da porta, para as abluções rituais e orações.
Paulo e os seus colaboradores para lá se dirigem, conversam com um grupo de mulheres ali reunidas, das quais a uma delas, Lídia, o Senhor lhe abrirá o coração para escutar a mensagem de Paulo. Lídia de Tiatira e adoradora de Deus é baptizada e também a sua família e a novidade da sua conversão e a dos seus, é o acolhimento e a hospitalidade que ela oferece a Paulo juntamente com os seus colaboradores. Esta é a novidade do Cristianismo, que num primeiro momento já nos mostra Lídia. É que após do acolhimento sincero e recto do anúncio de Cristo ressuscitado, vem a gratidão e o amor para com os anuncidores.
Sereis minhas testemunhas... até aos confins da terra
Muitos autores, referem a autoria dos Actos dos Apóstolos a Lucas, companheiro de viagem de Paulo e autor do terceiro evangelho.
Este livro, tem como objectivo principal, narrar a história das origens do cristianismo, a sua expanção, partindo do acontecimento experiencial Pós-Pascal da glorificação de Cristo por parte dos discípulos do Senhor. O livro inicia com um Prólogo, onde põe de manifesto, o acontecimento da Ascensão. A seguir, divide-se em cinco partes fundamentais: 1) a Igreja de Jerusalém, onde são-nos apresentados os discípulos e o Pentecostes como motor que vai impulsionar toda a missão; 2) as primeiras missões, onde aparece o martirio de Estevão e a conversão de Paulo como eixos centrais dos Actos; 3) missão de Paulo e Barnabé, instrumentos do Espírito de Cristo para levar a mensagem da palavra do Evangelho aos gentios; 4) as missões de Paulo, realizada sem a presença de Barnabé, mas em companhia dos seus colaboradores; Paulo prisioneiro de Cristo, um momento crucial, em que ele é levado a Roma para ser julgado pelo imperador Cesar. Ali anuncia o Reino de Deus e de Jesus Cristo com toda valentia. O seu fundamento é a fé em Cristo ressuscitado, base do Kerigma apostólico, o qual prevalece no testemunho dos apóstolos.
É um livro cativante que sem ter uma continuidade, conta factos experienciais da presença do ressuscitado na comunidade cristã primitiva.
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