Timóteo aparece pela primeira vez no capítulo 16 dos Actos dos Apóstolos. Morava em Listra. É na segunda viagem de Paulo que encontramos Timóteo. Paulo ao passar pela segunda vez por esta terra, quis tomar Timóteo para o ministério, mas para isto teve de o circuncidar primeiro para não escandalizar os judeus (ver. 3). Depois da evangelização de Bereia, Timóteo fica nesta cidade, contudo com o propósito de ir ter com Paulo o mais depressa possível (17, 14 ss.). Depois temos notícia de que Timóteo e Silas voltam a reunir-se com Paulo em Corinto, depois de terem estado na Macedónia (18, 5; 2 Cor 1, 19). É depois na terceira viagem de Paulo, que vemos de novo Timóteo na Macedónia (19,22, 20, 3-4).
22/05/2007
Quem é Timóteo, segundo as cartas paulinas?
Timóteo é tratado como verdadeiro filho na fé, e muito amado, de Paulo (1 Tim 1,2, 2 Tim 2,2). Seu pai é pagão, sua mãe é Eunice, uma mulher judia, e sua avó materna chama-se Lóide (2 Tim 5; Act 16, 1). Era jovem em idade (1 Tim 4,12). Conhecedor da Sagrada Escritura, desde muito novo (2 Tim 3,15). E homem de fé sem hipocrisia (2 Tim 5). Quanto à sua saúde, tinha frequentes indisposições e problemas de estômago, como nos relata a Primeira carta (5,23).
Podemos sustentar que Timóteo recebeu a investidura Apostólica, segundo os textos que se seguem:
«Não descures o carisma que está em ti, e que te foi dado através de uma profecia, com a imposição das mãos dos presbíteros» (1 Tim 4,14), e «acende o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos» (2 Tim 1,6). Por esta frase damo-nos conta que tinha um carisma, que lhe impuseram as mãos, e se lermos este dado «através de uma profecia» à luz de Act 13,2-3: «”disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei.” Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir» podemos testemunhar que Timóteo recebeu a investidura Apostólica. Para mais que era colaborador directo de Paulo (Film 1,1) servidor de Cristo Jesus (1 Tim 4,6), como Paulo (Fil. 1,1) – título que Paulo usa para si (Rm 1,1). Por diversas vezes são-lhe dirigidas algumas palavras, a começar por estas cartas, para se aplicar à leitura, à exortação, à instrução e à proclamação da Palavra a tempo e a fora de tempo, a propósito e a despropósito (1 Tim 4,13; 2 Tim 4, 2). «Dedica-te ao trabalho do Evangelho e desempenha com esmero o teu ministério» (2 Tim 4,5). Este ministério foi recebido com uma bela profissão de fé na vida eterna, à qual foi chamado, na presença de muitas testemunhas.» (cf. 1 Tim 6,12).
Podemos sustentar que Timóteo recebeu a investidura Apostólica, segundo os textos que se seguem:
«Não descures o carisma que está em ti, e que te foi dado através de uma profecia, com a imposição das mãos dos presbíteros» (1 Tim 4,14), e «acende o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos» (2 Tim 1,6). Por esta frase damo-nos conta que tinha um carisma, que lhe impuseram as mãos, e se lermos este dado «através de uma profecia» à luz de Act 13,2-3: «”disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei.” Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir» podemos testemunhar que Timóteo recebeu a investidura Apostólica. Para mais que era colaborador directo de Paulo (Film 1,1) servidor de Cristo Jesus (1 Tim 4,6), como Paulo (Fil. 1,1) – título que Paulo usa para si (Rm 1,1). Por diversas vezes são-lhe dirigidas algumas palavras, a começar por estas cartas, para se aplicar à leitura, à exortação, à instrução e à proclamação da Palavra a tempo e a fora de tempo, a propósito e a despropósito (1 Tim 4,13; 2 Tim 4, 2). «Dedica-te ao trabalho do Evangelho e desempenha com esmero o teu ministério» (2 Tim 4,5). Este ministério foi recebido com uma bela profissão de fé na vida eterna, à qual foi chamado, na presença de muitas testemunhas.» (cf. 1 Tim 6,12).
Quem é Timóteo, segundo os Actos dos Apóstolos (Act 16, 1- 3)?
Timóteo era natural de Listra, filho de uma judia crente e de pai grego, que era muito estimado pelos irmãos de Listra e de Icónio. E fora circuncidado por Paulo, por causa dos judeus existentes naquelas regiões, pois todos sabiam que o pai dele era grego.
Timóteo ...
... aquele honra a Deus
Nome próprio de dois personagens da época dos Macabeus (1 Mac 5,6; 2 Mac 8,30) e do conhecido companheiro de S. Paulo.
Timóteo nasceu em Listra como filho de um pai gentio e uma mãe judia, Eunice. O testemunho da comunidade cristã de Listra foi para S. Paulo motivo de levá-lo consigo nas suas viagens missionárias. Acompanhou S. Paulo na segunda e terceira viagens (Act 17, 14ss; 18,5; 19,22; 20,4), sendo, porém, algumas vezes enviado com missão especial a Tessalónica (1 Tes 3,2.6), à Macedónia (Act 19,22) e a Corinto (1 Cor 4,17; 16,10; 2 Cor 1,19).
Compartilhou o primeiro cativeiro de S. Paulo (cf. Col 1,1; Fil 1,1; Flm 1; cf. Flp 2,19; Heb 13,23 onde é anunciada a sua libertação). Mais tarde foi companheiro de S. Paulo, mas teve de ficar em Éfeso (1 Tim 1,3). Durante o segundo cativeiro de S. Paulo, o apóstolo mandou-o vir de Roma (2 Tim 4,21). A tradição venera S. Timóteo como bispo de Éfeso.
Lapidando a Pedra...
O segundo capítulo da primeira carta de Pedro é o lugar do Novo Testamento onde a palavra pedra aparece mais frequentemente. Ali, temos um total de sete ocorrências em apenas quatro versículos. Estas são as únicas referências à palavra Pedra na primeira de Pedro.
Ao estudarmos esta ocorrência tendo por base o texto grego constatamos que o autor joga com três termos quando se refere à pedra:
Assim, em 1Pe 2, 4.5.6.7.8. temos o termo litos. Já em 1Pe 2,7 temos o termo kefalen e em 1Pe 2,8 o termo petra.
Desta primeira fase da lapidação da pedra na 1Pedro podemos concluir que o autor tem em vista uma estratégia que coloca em jogo o significado bíblico destes três termos, pois cada um deles tem a si associado uma enorme memória bíblica que no permite ver que mesmo quando ele utiliza o litos não se refere a pedra não sentido material mas sim a pedra em sentido metafórico.
Ao estudarmos esta ocorrência tendo por base o texto grego constatamos que o autor joga com três termos quando se refere à pedra:
Assim, em 1Pe 2, 4.5.6.7.8. temos o termo litos. Já em 1Pe 2,7 temos o termo kefalen e em 1Pe 2,8 o termo petra.
Desta primeira fase da lapidação da pedra na 1Pedro podemos concluir que o autor tem em vista uma estratégia que coloca em jogo o significado bíblico destes três termos, pois cada um deles tem a si associado uma enorme memória bíblica que no permite ver que mesmo quando ele utiliza o litos não se refere a pedra não sentido material mas sim a pedra em sentido metafórico.
O campo semântico do Bem em Tiago?
Na carta de Tiago não encontramos este campo semântico do bem pouco desenvolvido aparecendo apenas como καλῶς ποιέω, ou seja, fazer bem mas não com o vocábulo utilizado na carta de Pedro. Apenas encontramos três vezes a expressão de bem explicitamente e não através de outras palavras do seu campo semântico como na primeira carta de Pedro.
As três vezes em que esta expressão aparece pretende exortar os cristãos, primeiro a cumprir conforme a escritura a lei real de amar o próximo como a si mesmo, pois isso é fazer o bem. Segundo, acreditar que há um só Deus não caindo na idolatria. Por último, há uma reivindicação pelo bem, pois se alguém sabe que deve fazer bem e não o pratica, comete pecado.
Portanto, ao comparar-mos estas duas cartas damo-nos conta de que estamos em campos diferentes. A carta de Tiago parece muito mais moral e ética dando pistas concretas na prática do bem para que a fé não desfalecesse. Equivale-se o bem à prática do amor, ao acreditar no único Deus e em fazer o bem porque se sabe se isso não acontecer comete pecado. Na primeira de Pedro toma-se o bem por si mesmo sem especificar práticas concretas mas generalizando exortando à prática do bem em contraposição ao mal.
As três vezes em que esta expressão aparece pretende exortar os cristãos, primeiro a cumprir conforme a escritura a lei real de amar o próximo como a si mesmo, pois isso é fazer o bem. Segundo, acreditar que há um só Deus não caindo na idolatria. Por último, há uma reivindicação pelo bem, pois se alguém sabe que deve fazer bem e não o pratica, comete pecado.
Portanto, ao comparar-mos estas duas cartas damo-nos conta de que estamos em campos diferentes. A carta de Tiago parece muito mais moral e ética dando pistas concretas na prática do bem para que a fé não desfalecesse. Equivale-se o bem à prática do amor, ao acreditar no único Deus e em fazer o bem porque se sabe se isso não acontecer comete pecado. Na primeira de Pedro toma-se o bem por si mesmo sem especificar práticas concretas mas generalizando exortando à prática do bem em contraposição ao mal.
20/05/2007
ALEGRIA...desde a Páscoa até hoje!

A palavra Alegria é de facto fundamental na edificação do cristianismo das origens, o cristianismo pós-pascal.
Foi assim no princípio como ainda hoje ouvimos: “enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria” (Lc 24, 51-53).
Foi assim na Patrística…São Leão Magno afirma também que os Santos Apóstolos “receberam da ascensão do Senhor um progresso tão grande que tudo o que antes era motivo de temor se converteu em motivo de alegria” (Sermão 2 da Ascensão). Vai muito no seguimento do sentido de alegria indicado na I Carta de Pedro, alegria que não teme qualquer adversidade, porque sabe que configurando-se com Cristo nos sofrimentos também se configurará com Ele na Glória. Mas esta fortaleza da fé, a alegria, têm origem em Deus, são fruto do Espírito Santo, que Jesus envia na sua partida para o Pai, na sua ascensão. É a alegria em sentido divino.
E é assim hoje…é interessante ver como ao longo do tempo Pascal a palavra Alegria é tão utilizada em antífonas, salmos, hinos, etc. É um sentimento verdadeiramente Pascal, verdadeiramente cristão. Aliás, é um dos frutos do Espírito Santo (cf. Gal 5, 22)!
…Alegrai-vos!
Foi assim no princípio como ainda hoje ouvimos: “enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria” (Lc 24, 51-53).
Foi assim na Patrística…São Leão Magno afirma também que os Santos Apóstolos “receberam da ascensão do Senhor um progresso tão grande que tudo o que antes era motivo de temor se converteu em motivo de alegria” (Sermão 2 da Ascensão). Vai muito no seguimento do sentido de alegria indicado na I Carta de Pedro, alegria que não teme qualquer adversidade, porque sabe que configurando-se com Cristo nos sofrimentos também se configurará com Ele na Glória. Mas esta fortaleza da fé, a alegria, têm origem em Deus, são fruto do Espírito Santo, que Jesus envia na sua partida para o Pai, na sua ascensão. É a alegria em sentido divino.
E é assim hoje…é interessante ver como ao longo do tempo Pascal a palavra Alegria é tão utilizada em antífonas, salmos, hinos, etc. É um sentimento verdadeiramente Pascal, verdadeiramente cristão. Aliás, é um dos frutos do Espírito Santo (cf. Gal 5, 22)!
…Alegrai-vos!
Imagem: Ascensão do Senhor, ícone contemporâneo, segundo um modelo do Saltério de Ingeburge, séc. XII.
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